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Colore & Ars - Grande final do Slam Ondaka

Sábado é a grande final do Slam Ondaka


Está chegando o grande dia. Sete finalistas vão disputar uma vaga para o Slam MG


A batalha de poesias Slam Ondaka chega à grande final da edição de 2025, que acontece no sábado (20), às 18h, na Casa da Tia Elaine (avenida Orlando Rodrigues da Cunha, 2767, bairro Abadia).  A entrada e a participação são sempre gratuitas. 

No páreo ficaram sete finalistas que vão disputar uma vaga para o Slam MG e prêmios em dinheiro. O Slam Ondaka é a primeira batalha de poesias do Triângulo Mineiro e desde 2017 leva os poetas campeões para disputar a etapa estadual dessa competição que é mundial. Os finalistas são Rayene de Sousa, Dandara Helena, Zyan Matteo, João Francisco Trevisan Ferreira, Edson Fernando Militão, Wellington Sabino e Apenas o André.

Conheça os finalistas - Rayene de Sousa, mais conhecida como Sousa, é poeta e ama a arte da escrita, cada frase repetida, os versos de canções e poesias. Ela é apaixonada pelo Congar, o que a deixa conectada com sua fé. O Slam a cativou pelo fato do “recitar”.

Dandara Helena tem 20 anos, é estudante de Psicologia, cantora, poeta e integrante do grupo de rap Brava Rima, onde atua como uma das vozes principais desde 2018. Sua relação com a arte começou após um acidente que mudou seus planos de vida, levando-a a descobrir na música e na poesia sua verdadeira expressão. 

Zyan Matteo também tem 20 anos, é um homem trans, preto, mineiro e poeta. Criador e desenvolvedor do Vale Sports, projeto voltado para inclusão esportiva da comunidade LGBTQIAPN+ e mulheres cisheterossexuais. 

João Francisco Trevisan Ferreira acredita que a poesia é mais do que só verso, mas sua espada e escudo. Ele é poeta, ator e diz que “tenta” ser fotógrafo. Está na sua segunda final em um Slam, sendo a primeira no Slam Ondaka.

Edson Fernando, mais conhecido como Militão, é filho da dona Rita, e alguém que acredita na educação e na arte como fundamentais para a construção dos conhecimentos do mundo e principalmente de si.

Wellington Sabino é ator, poeta, slammer. Autor do livro “Do Tronco ao Enquadro” (2020), participou da antologia Coleção Slam Negritude (2019), vencedor do Slam da Língua Portuguesa (2019), e representante de Minas Gerais no Slam BR 2017 e 2022.

Apenas o André, é filho de Vanuza Antônia da Silva, e ele ressalta: “filho da Justiça”. Foi criado nas ruas das Gameleiras, onde a arte também se levanta. Ativo no Hip Hop, é mineiro de origem, mas com raízes que se espalham pelo mundo, minerando vidas possíveis através da arte. Estudante, poeta, slammer e músico, se descreve como amante do que pulsa e cria. Campeão mineiro de poesia falada e finalista do Slam nacional. Reconhecido com o Prêmio Pena Branca e Xavantinho como Artista Revelação do Triângulo Mineiro.

Os anfitriões do Slam, Vinícius Lobinho, Alessandro Dornelos e Renata Reis

Foto: Divulgação

O que é o Slam?

Slam (ou Poetry Slams) são batalhas de poesia falada autoral que surgiram nos anos 1980 nos Estados Unidos. São “espaços de nós mesmos”, onde pessoas se reúnem para falar e escutar poesia. No Brasil, são mais de 250 slams. Cada um elege um campeão por ano para representá-lo na final estadual, no caso de Minas Gerais, o Slam MG. O campeão da etapa estadual representa seu estado na etapa nacional, o Slam BR. O vencedor do Slam BR representa o país na Copa América de Poesia Falada, e de lá pode chegar a ir para o Slam Mundial. 

E como funciona? 

No Slam, qualquer pessoa pode se inscrever e participar. No caso do Ondaka, as inscrições são feitas na hora, basta o poeta comunicar o desejo de participar da competição para os slammasters. Não existe tema pré-determinado para as poesias, estando o poeta livre para expressar-se. As únicas regras são: as poesias precisam ser autorais e não podem ser de cunho discriminatório. Também não é permitido o uso de objetos de cena/figurinos e não deve ter qualquer tipo de acompanhamento musical. São escolhidos aleatoriamente cinco jurados entre o público, tendo como critério a livre vontade de participar e a disposição de escutar. Em seguida, a disputa acontece em três rodadas, onde cada poeta é sorteado, um por vez, e tem seu espaço de fala para recitar sua poesia, que deve ter até três minutos. Ao final de cada poesia, os jurados dão nota de zero a dez. O poeta que tiver a melhor pontuação após a terceira rodada, ganha. Caso haja empate, são feitas rodadas apenas entre os que empataram. 

Este projeto foi aprovado no edital municipal da Política Nacional Aldir Blanc e conta com apoio do Ministério da Cultura, Governo Federal, Prefeitura Municipal e Fundação Cultural de Uberaba.

Jornalista Pituca Ferreira - Assessoria de Comunicação

MG-3871/JP

(34)-99972-0592

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