A data de hoje pra mim é muito mais que o Dia Internacional da Mulher...na verdade nesse sentido não tem sentido nenhum. Mas o que me liga a essa data é que há quatro anos atrás às 5h e pouco da manhã eu estava na rodoviária de Uberaba sentada em cima da minha mala, agarrada ao meu travesseiro, esperando minha carona e chorando, mas chorando muito pela expectativa do que estava para vir na minha vida. Explico: Desempregada em Sampa, recebi uma proposta de trabalho em Uberaba. Resolvi arriscar, jogar tudo pra cima e encarar esse desafio. Para uma paulistana da garoa, acostumada com a loucura de cidade grande, vir para uma cidade menor, mais quente e sem conhecer ninguém, realmente é um grande desafio. E assim foi. Graças a Deus tudo aconteceu naturalmente, houve sim alguns ronpimentos, algumas tristezas e amarguras, mas quando se muda de vida radicalmente isso é inevitável. Hoje depois de quatro anos vejo o quanto cresci como ser humano, como pessoa. Quantos valores agreguei na minha vida, quantas pessoas conheci e quantas oportunidades conquistei. Hoje totalmente adaptada e acostuma com a vida aqui sinto falta apenas das minhas amigas de Sampa, de Mami e Papi que ainda moram por lá e dos lugares legais que podemos curtir. Sempre que vou lá fico olhando aquele trânsito, admirando aquela garoa fina, aquele barulho de carros e motos, aquela cirene de ambulância, aquele helicóptero chegando no topo de um prédio. Amo São Paulo. Sempre estará guardada com muito carinho no meu coração. Sim, hoje eu comemoro a mudança na minha vida, comemoro a minha felicidade!!
TEU será palco para Temporada Corpófera Depois de apresentações fora de Uberaba, espetáculo chega ao seu habitat natural: o Cerrado O espetáculo Corpófera, de autoria da cofundadora da Cia de Teatro Flores Nômades, e também intéprete, Danielen Brandão, tem temporada já marcada em Uberaba em novembro, com apresentações no Teatro Experimental de Uberaba (TEU). Este projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo no município, e será apresentado nos dias 18, 19, 24, 25 e 26 deste mês. Danielen afirma que esta proposta surge como um (re)encontro com o Cerrado Mineiro. “Quero compartilhar com artistas e comunidade uberabense as pesquisas que venho realizando”, pontua. Ela observa que Corpófera emergiu dos estratos intensivos, sensíveis e metamórficos do corpo-mulher da intérprete-criadora. Autora e intérprete de Corpófera, Danielen Brandão, em cena Ela descreve que, durante a criação farejou os ossos e percorreu um lung drom (“longo caminho” em romani) que a levou à sua anc...
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